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Intimidade com Deus

O que eu ganho com isso?

Segundo o dicionário, “orgulho” é um termo utilizado para se referir a um sentimento excessivo de contentamento que uma pessoa tem a respeito de si mesma, de acordo com as suas características, qualidades e ações. Uma pessoa orgulhosa pode mostrar altivez, soberba, vaidade, arrogância.Box intimidadecomDeus

Mesmo sabendo de tudo isso, no mundo em que vivemos o orgulho é reverenciado, ocupa um lugar de destaque. O rico se gloria na sua riqueza e a ostenta. O forte se alegra na sua capacidade de prevalecer sobre o mais fraco. Os sábios se recluem na fortaleza das suas sabedorias. E assim, o mundo se torna mais egoísta e arrogante.

A Bíblia nos adverte sobre essas coisas. O próprio Deus deixou para nós um caminho claro a seguir em Jeremias 9.23-24 ao afirmar:

“Quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor”.

Então, qual é a virtude que todos nós devemos ansiar? Não é a honestidade, a verdade ou a sinceridade, mas a intimidade com Deus.

O que ganhamos com isso? Por que devemos ser íntimos de Deus? Há quatro coisas que obtemos ao sermos amigos de Deus:

1- Aprendemos a “hora de Deus”

É muito comum ouvirmos a expressão: “Ele vai fazer no tempo dele”. Mas qual é esse tempo? Como funciona esse relógio misterioso? Quando desenvolvemos um relacionamento próximo com o Senhor aprendemos a hora de Deus e entendemos que Ele a administra, sabe qual é o momento certo de operar, e que, muitas vezes, o tempo dele é bem diferente do nosso.

A Bíblia diz:

“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl. 30.5).

A noite do Senhor pode ter muitos e muitos pôr-do-sol e nascer-do-sol – o povo de Israel, por exemplo, passou 400 anos no cativeiro –, mas num belo dia iremos agradecer e nos alegrar porque a nossa vitória vai chegar. Conhecer o tempo do Senhor nos leva a descansar na esperança, ao invés de vivermos escravizados pela ansiedade da urgência.

Nas horas da noite precisamos aprender a chorar, colocar o rosto no pó e nos humilharmos (Jr. 7.24-29). É neste momento que o Senhor diz que “vai mudar nossas vestes de luto por vestes de louvor” e vai “transformar o nosso lamento em cânticos”. Mas quem é que sabe isso? Aquele que é íntimo de Deus.

2- Entendemos o que está no coração dele

Deus só mostra os segredos do Seu coração para quem é íntimo dele (Sl. 25.14). Não contamos os segredos do nosso coração e nem os detalhes da nossa vida para qualquer pessoa. Assim também é o Senhor.

É preciso estabelecer uma importante diferença: alguém familiarizado conosco não conhece os detalhes da nossa vida, para ser íntimo é preciso aprender a desfrutar da companhia do outro, comer um saco de sal. A religião nos familiariza, mas só o Espírito Santo e a comunhão com a Palavra nos tornam íntimos de Deus.

3- Aprendemos a chamá-lo de Pai

Conhecer o caráter de Deus como Pai é só para quem é íntimo! A religião nos leva a conhecer o Senhor como alguém distante, mas Jesus nos aproxima dele, abre a porta para um relacionamento profundo e nos ensina a chama-lo Pai.

Chegar a esse nível faz com que a ansiedade das nossas orações acabe. Não precisamos gritar, determinar ou pedir uma restituição absurda. Podemos falar em paz, sem intermediários, na certeza de que Ele vai responder (Jr. 33.3), no tempo dele.

4- Não somos mais justos do que misericordiosos

Muitos são muito justos, mas não são misericordiosos na mesma proporção. Só conseguiremos combinar justiça com misericórdia se conhecermos o coração de Deus. Quanto mais amamos a Deus, mais amamos as pessoas. Quanto mais íntimos de Deus somos, mais Ele nos empurra para perto do próximo.

Se a nossa adoração não se transformar em ação, ela é mentirosa e hipócrita. A religião nos torna justos, mas nos tira a misericórdia. E religião sem misericórdia é farisaísmo. Precisamos agir com amor e misericórdia em relação às pessoas, chorar por elas, nos compadecer, perdoar.
Precisamos ser mais misericordiosos com nossos amigos, irmãos, pais, cônjuge, filhos, etc. A língua afiada e o olhar que destrói não vêm de Deus. O nosso Pai sempre nos olha com um olhar de amor e compaixão. As mãos de Deus não são ásperas, e nem seu abraço nos esmaga.

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt. 5.7).

 

RonaldoBezerra