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O melhor alimento

O poder para mudar sua vida está nas suas mãos

De repente, uma receita “saudável” de qualquer prato precisa usar o sal rosa do Himalaia, cujo vidro de mais ou menos 200 gramas custa em média R$ 20. As chamadas superfoods também são a moda da vez: “Arroz? Nem pensar. Agora, devemos somente comer a quinoa peruana.”Box omelhoralimento As chamadas berries (framboesa, amora e mirtilo), comuns nos Estados Unidos e Europa, que também custam os olhos da cara por aqui, parecem ser as únicas frutas antioxidantes que encontramos.

A máxima “você é o que você come” nunca esteve tão presente no nosso cotidiano. Talvez isso explique o avalanche de revistas com a última dieta da moda e livros sobre como perder vários quilos em poucos dias.

Há uma realidade que devemos enfrentar. No Brasil, quase metade dos homens e mulheres adultos estão com excesso de peso, e 33% das crianças pesam mais do que deveriam. Esse salto ocorreu ao passo em que diminuiu o consumo de alimentos regionais, como a dupla arroz com feijão: nos últimos 15 anos, o consumo de arroz caiu 40,5% e o feijão 26,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Também passamos a comprar mais produtos industrializados, como biscoitos, refrigerantes e congelados, a comida pronta que nos salva no dia a dia corrido e estressante. Esse comportamento de trocar o alimento in natura, ou seja, aquele que vem diretamente da natureza para a mesa, pelo produto alimentício, é o principal fator para o alargamento das cinturas pelo mundo.

Consequentemente, os casos de doenças crônicas que têm relação direta com o excesso de peso têm aumentado. Ficar mais atento ao que entra em nossos corpos e em nossas casas é crucial. Precisamos refletir mais sobre a qualidade da alimentação.

Mas o ser humano não é só corpo, ele também é alma e espírito. E assim como devemos ser mais críticos com o que comemos e cuidar do físico para garantir uma qualidade de vida melhor, precisamos também aplicar esse critério quando o assunto é alimento espiritual.

Usando a literalidade e a metáfora, a Bíblia nos mostra por diversas vezes que o pão espiritual vem do próprio Deus. Em Êxodo 16, por exemplo, podemos ver que enquanto o povo de Israel peregrinou pelo deserto, não havia comida que sustentasse aquelas pessoas. Mas foi o Senhor quem enviou pão do céu (maná) para que todas as manhãs elas o recolhessem e se alimentassem.

No capítulo 3 do livro de Ezequiel, o profeta conta que se alimentou do “rolo” e afirma ainda que na sua boca era “doce como o mel.” O profeta Jeremias afirmou:

“Quando as tuas palavras foram encontradas eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo, pois pertenço a ti, Senhor Deus dos Exércitos” (Jr. 15.16).

O próprio Jesus lembrou ao diabo o que está escrito em Deuteronômio 8.3:

“nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor“

E também disse a Seus discípulos:

“eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre” (Jo. 6.51).

Além disso, muitos dos ensinamentos do Mestre foram apresentados tendo como parte do cenário uma mesa e uma refeição.

Deus sabe da necessidade vital de alimento espiritual para o homem. E o melhor alimento está na Sua Palavra. Quando abrimos a Bíblia vemos o próprio Deus nesse livro. Ele está presente. Lê-la é uma das coisas mais importantes que podemos fazer. É mais valiosa do que qualquer coisa que possuímos e mais doce do que qualquer coisa que já comemos. Alimentar-nos dela é, literalmente, mais importante do que respirar.

O Deus que disse “que a luz brilhe nas trevas”, ama iluminar as mentes e os corações com Suas palavras. Na Bíblia Ele acorda nossas almas mortas e cansadas, nos liberta da escravidão do pecado e dos desejos que roubam nossa vida, conforta o deprimido, inspira o desencorajado, guia o confuso. Ele nos satisfaz completa e eternamente com palavras. Suas palavras. O melhor alimento!

 

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