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Busquem-me e terão vida

Deus nos chama para começar a mudança neste mundo

Mais um ano vai chegando ao fim. Mais um ano que, como costumamos dizer, “quase não vimos passar”. Apesar de ter começado e terminado tão rápido, 2018 foi um ano extremamente importante e decisivo, principalmente no Brasil. Foi quando escolhemos aqueles que vão governar nossos estados e nosso país. Quanta responsabilidade!

Vimos o nosso povo dividido em busca de alguém que pudesse mudar a situação tão complicada em que se encontra o nosso país. Situação essa que muito se parece com a de Israel, há milhares de anos atrás.

O livro de Amós fala sobre um tempo em que o povo de Deus se esqueceu do seu Senhor. Depois de terem sido libertos do Egito, de viverem diversos milagres no meio do deserto, de conquistarem a terra prometida e de vencerem batalhas, eles decidiram abandonar Aquele que lhes deu tudo isso. Por causa da boa posição em que estavam vivendo, pensavam que não precisavam mais de Deus.

Isso criou uma nação cheia de injustiça, egoísmo e pecado. O povo que antes era escravo, agora escravizava. As mulheres só se preocupavam com a sua aparência; os homens, com as posses. A injustiça social e a impureza corriam soltas:

“Pisam a cabeça dos necessitados como pisam o pó da terra, e negam justiça ao oprimido. Pai e filho possuem a mesma mulher e assim profanam o meu santo nome” (Am. 2.7).

Eles até passaram a desrespeitar aquilo que o Senhor tinha como santo:

““Também escolhi alguns de seus filhos para serem profetas e alguns de seus jovens para serem nazireus. Não é verdade, povo de Israel?”, declara o Senhor. “Mas vocês fizeram os nazireus beberem vinho e ordenaram aos profetas que não profetizassem”” (Am. 2 11-12).

Alguma semelhança com os nossos dias? Também temos vivido tempos de tanta injustiça. Vemos os mais pobres e necessitados sendo deixados de lado, o preconceito contra os estrangeiros. Um povo cada vez mais apegado aos próprios interesses, às posses, às aparências. Uma igreja que tem buscado ao Senhor só quando as coisas ficam difíceis, que tem profanado aquilo que Ele colocou como santo.

Vivemos dias muito semelhantes aos descritos em Amós. Um momento tão sério, tão delicado, tão triste.

Amós não aguentou ver tanta coisa errada. Ele nem havia sido chamado como profeta ainda, mas estava atento a tudo o que acontecia ao seu redor. Estava vendo Israel abandonando o Senhor. E ele resolveu se posicionar. Não procurou o rei e nem algum líder, foi direto ao povo e mostrou a forma vazia de viver que eles estavam escolhendo.

Aquele homem simples, criador de gado e plantador de figos, ouviu a Deus e trouxe à tona os pecados que estavam sendo cometidos contra Ele. Mostrou a Israel que o Senhor não se agradava do seu modo de viver e ensinou que o arrependimento e a busca sincera poderiam mudar aquela história:

“Assim diz o Senhor à nação de Israel: “Busquem-me e terão vida”” (Am. 5.4).

O que nós, como igreja de Cristo, temos feito diante da situação em que o nosso país tem vivido? É nossa função orar pelos nossos governantes e abençoá-los sim, mas não podemos jogar toda a responsabilidade em cima deles. A mudança não tem que começar a partir do outro, mas a partir de nós.

Muitos de nós têm abandonado tudo. Exigimos ordem e progresso no nosso país, mas eles não existem nem mesmo dentro da nossa casa.

Como povo, precisamos ser a voz profética da nossa nação. Precisamos nos comprometer em buscar o Senhor e ouvir a Sua voz, ouvir dele as respostas de que precisamos. Como intercessoras, precisamos estar atentas ao que acontece ao nosso redor, acompanhar as notícias. Só assim poderemos colocar as situações diante de Deus, só assim poderemos nos colocar na brecha em favor do Brasil.

Deus está nos chamando a um novo posicionamento. Ele quer que tenhamos uma vida de santidade e de busca a Ele. Não importa a nossa posição. O Senhor usou um homem tão simples como Amós, porque ele estava pronto e disposto. Ele também quer nos usar, mas precisamos estar preparadas. Precisamos nos comprometer com a leitura da Palavra, com o nosso tempo de oração. Precisamos interceder e começar a mudança em nós.

Como mulheres cristãs, há tanto que podemos fazer para que haja mais graça e mais justiça no nosso país. Depende de mim e de você, e não de quem nos governa. É só estendermos as mãos para os que necessitam, sermos misericordiosas e atentas, pararmos de nos preocupar apenas com os nossos interesses.

A mensagem de Amós é para nós. É oportuna, necessária e esperançosa. Quando nós tomamos um rumo diferente, as coisas tomam o seu devido lugar. Quando a igreja toma um rumo diferente, tudo funciona como deveria. Se buscarmos ao Senhor, encontraremos vida em abundância, não só para nós, mas toda a nossa nação.

Abra o seu coração! Ele nos chama!

 

SuelyBezerra