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 Como evitar a cultura da crítica?

O amor constrói e é a chave da transformação

No mundo de hoje, você não precisa ir muito longe para encontrar pessoas criticando praticamente qualquer coisa. É só percorrer o feed daBox aculturadacritica sua rede social favorita, que você verá os comentários mordazes e palavras destrutivas que as pessoas deixam nos posts.

Todo dia há um “climão” rolando publicamente entre familiares, amigos, inimigos, conhecidos, desconhecidos, com empresas, com jornais, com o governo, sobre economia, religião, spoilers, com memes, com fotos, com o que seja. Tudo pode ser uma pedra. Se Jesus repetisse as palavras: “se algum de vocês estiver livre de pecado, atire a primeira pedra” (Jo. 8.7), antes dele chegar na metade da frase, já teriam voado um monte de coisas sobre sua cabeça.

É verdade que as redes sociais têm favorecido esta cultura da crítica. Como Marcos Botelho descreve: “Hoje os algoritmos das redes sociais favorecem a polêmica, o ódio, o radicalismo. Todos têm sempre uma opinião, e todos se portam como defensores do que é justo. Com isso se criou a corrente do mal, onde toda semana se cria um vilão, para gerar opiniões radicais, para rodar as redes sociais e venderem propagandas.” Mas a facilidade para a crítica destrutiva tem transcendido as telas. Está nas ruas, nas casas, nas igrejas, no trabalho, em nós.

A crítica é uma expressão de desaprovação. E isso pode ser uma ferramenta para a mudança. A chave é saber como e quando criticar.

A cultura contemporânea indica que quanto mais escandaloso e público for o escárnio, mais curtidas, comentários e compartilhamentos terá. Tristemente, esse parece ser o indicador de sucesso moderno. Mas, a verdade é que devemos procurar o melhor momento e lugar para conversarmos com a outra pessoa ou sobre o que desejamos mudar.

Jesus nos ensinou a confrontar “olho no olho”, em amor, com compaixão, sempre tentando conduzir ao próximo à reflexão. Ele fez isso com os religiosos que tentavam apedrejar a mulher (Jo. 8). Fez isso com a samaritana (Jo. 4). Fez isso comigo e com você. Porque a reflexão leva ao aprendizado. A crítica por si só destrói, e nós fomos chamados a edificar (Ef. 4.16 e 1 Ts. 5.11).

Não devemos cair na mentira das “indiretas do bem”. Não existe tal coisa! Aquele que ama o seu próximo o confronta em amor e com a Palavra de Deus. Isso é reflexo de alguém que possui um coração quebrantado, humilde e disposto a ajudar.

Abraham Lincoln foi, provavelmente, um dos mais criticados presidentes dos Estados Unidos. Ele disse: "Aquele que tem um coração disposto a ajudar, tem o direito de criticar." A crítica por si só é desagradável. É um sinal de preguiça. Mas a crítica amarrada a um coração disposto a ajudar é útil, edifica, conduz ao caminho direto para mudar o mundo.

Talvez você veja quanto potencial essa pessoa, coisa, evento, organização ou relacionamento tem. Você sente isso. Então, ao invés de usar palavras, energia, pensamentos e emoções para se entregar à crítica, canalize tudo isso e o transforme em atitudes produtivas.

Como Marcos Botelho completou: “Temos sempre a opção da graça, da misericórdia, do amor, da moderação, do ponderar, do esperar a ira baixar para responder. Esse tipo de comportamento não gera tantas curtidas ou seguidores, mas gera uma corrente do bem. Talvez você não vai fazer um post que bata os recordes, mas fará o bem. Não deixe sua gana por reconhecimento moldar seu comportamento nas redes sociais, você pode estar sendo apenas mais um elo da corrente do mal sem perceber.

“É melhor ter verduras na refeição onde há amor do que um boi gordo acompanhado de ódio” (Pv. 15.17).”