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O desafio de construir relacionamentos sinceros

Sem sombras, reservas ou enganos, mas com transparência, amizade e paciência

Os relacionamentos, em qualquer circunstância, são sempre um grande desafio para todos nós. Gosto de imaginá-los como uma obra de engenharia, uma construção civil. Quem já trabalhou nessa área sabe perfeitamente o quanto demanda custos – às vezes, milhares de reais –, tempo e muita energia. Ou seja, é trabalhoso.

Ao ver o relacionamento de Jesus e Seus discípulos, percebemos que, a despeito de ser o Filho de Deus e possuir habilidade para sondar os corações das pessoas e para suprir as suas necessidades, o Mestre teve muito trabalho para ajustá-lo, mas foi bem-sucedido. E com a ajuda do Espírito Santo, também seremos.

Em Mateus, quando Jesus transfigura-se diante de Seus amigos mais íntimos, Ele nos ensina sobre como cultivar relacionamentos sinceros por meio da transparência e da santidade:

“E transfigurou-se diante deles... E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: ‘Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tendas, uma para ti, uma para Moisés, e uma para Elias’. E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: ‘Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o’” (17.2,4-5).

Box odesafioOUT18Ao transfigurar-se diante deles, Jesus Se dá a conhecer. Os discípulos O viram em Sua glória, como homem imortal e exaltado, participante da natureza divina. De fato, só haverá relacionamentos verdadeiros nos mais variados contextos da igreja quando cultivarmos um ambiente de transparência, onde a nossa verdadeira natureza seja revelada para as pessoas.

O apóstolo João entendeu perfeitamente a experiência da transfiguração quando escreveu:

“Se andarmos na luz, como ele está la luz, temos comunhão uns com os outros” (1Jo. 1.7).

Relacionamentos sinceros não são construídos com sombras, reservas ou enganos, mas com transparência, amizade e paciência – elementos muito comuns no relacionamento de Jesus com Seus discípulos. Aquele que não permitiu se conhecer, Judas, acabou se perdendo.

Não há nada melhor do que um ambiente santo na igreja, principalmente nas relações em que há discipulado. Onde há santificação, a vida de Deus flui, há crescimento espiritual. O autor sagrado registra:

“Segui a paz e a santificação com todos, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb. 12.14).

Talvez as pessoas ainda não estejam vendo Deus como deveriam porque a paz e a santificação são cada vez mais escassas na vida dos crentes atuais. Mas uma coisa é certa, como o salmista a afirma:

“Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Sl. 133.1).

O ápice da transfiguração consolida algo que precisamos levar muito a sério nas relações de cuidado e pastoreio no meio da igreja. A ordem dada por Deus do meio da nuvem é tão necessária hoje quanto foi para Pedro, Tiago e João naquele santo lugar.

Jesus precisa ser escutado, Ele deve ser centro de nossas experiências, sejam elas com o nosso Pai celestial, a nossa família, os nossos irmãos na igreja, as pessoas do trabalho ou mesmo com os nossos amigos mais íntimos. E o discipulado é quando ajudamos os que estão próximos de nós a tirarem o impedimento para que a voz de Deus entre em seus corações.

Portanto, como foi dito para Pedro Tiago e João, também é dito para nós: “Escutai-o”.

 

JosedeAlmeida