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A decisão de amar

Quando é difícil obedecer ao segundo maior mandamento

Deus é um Deus de relacionamentos. Isso não é segredo. Desde a criação, vemos o Pai, o Filho e o Espírito Santo vivendo em perfeita harmonia. Conhecemos um Deus que entregou o único Filho para poder ter um relacionamento próximo com aqueles que criou, para fazer uma aliança profunda com o Seu povo.

Feitos à imagem e semelhança do Senhor, nós também fomos criados para nos relacionarmos – com o nosso Criador e com as pessoas. Quando perguntado sobre qual era o maior mandamento, Jesus foi categórico:

“‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt. 22.37-40).

Por mais simples que isso pareça, nem sempre é fácil.

Temos até facilidade em amar aqueles de quem gostamos, pessoas que têm os gostos parecidos com os nossos, pensamentos semelhantes. Mas, e quando não é assim? E quando temos que conviver com pessoas que parecem tão diferentes de nós? Que consideramos “difíceis” de lidar? Será que o mandamento serve para elas também? Com certeza sim.

João, discípulo de Jesus, disse:

“Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1Jo. 4.20).

Nós que conhecemos o Senhor não podemos, simplesmente, escolher as pessoas a quem vamos amar e com quem queremos nos relacionar. Somos chamados para amar todas as pessoas e ter relacionamentos saudáveis. É assim que vamos expressar a glória do Senhor e viver plenamente nesta terra.

Então, como fazer isso? Como obedecer ao segundo maior mandamento, seguindo o exemplo que Jesus nos deixou?

Seja um encorajador

Nós nunca erramos quando agimos com bondade. Precisamos escolher a gentileza todos os dias quando estamos lidando com as pessoas, mesmo quando é mais fácil responder com aspereza ou até evitar o contato. Junto com essa resposta bondosa, vêm as palavras de encorajamento. Quando nos esforçamos para enxergar o melhor que há nas pessoas e declaramos aquilo que elas são em Deus, nossa reação a elas muda.

Às vezes, em tempos de redes sociais, esse encorajamento vem também por meio de comentários, curtidas, uma mensagem. Tudo isso demonstra amor, mostra que enxergamos aqueles que estão ao nosso redor e, principalmente, muda o nosso olhar.

Ore

Orar pelas pessoas com quem temos dificuldade de nos relacionar também faz com que as enxerguemos de maneira diferente, passamos a nos colocar mais no seu lugar, a entender como pensam e o que sentem. A oração é a maior ferramenta para que sintamos a dor do outro.

Por isso, se o relacionamento tem sido difícil com algum familiar, colega de trabalho ou, até mesmo, líder ou amigo, comprometa-se a interceder. Não é fácil começar, mas vale a pena! Peça também que o Espírito Santo te ajude a agir com amor e sabedoria, e te dê as palavras certas para falar.

Busque a paz

Muitas vezes, quando passamos por dificuldades em um relacionamento, a melhor coisa a fazer é estabelecer a paz. Isso envolve perdoar a outra pessoa e se arrepender por qualquer atitude que a tenha ofendido, pedindo perdão. Pode ser que tenhamos razão em nosso posicionamento e em nossas atitudes, mas precisamos nos lembrar de que é melhor amar do que estar certo.

Seja como Jesus

Jesus é o nosso maior exemplo de relacionamentos saudáveis que expressam o amor de Deus. Ele esteve com as pessoas mais “difíceis” que podemos imaginar e sempre agiu com graça e misericórdia. Quando queremos aprender mais sobre como nos relacionar, precisamos ler os evangelhos e aprender com o Mestre.

Ser como Jesus é a nossa melhor decisão, em todas as situações.

Nossos relacionamentos são como outdoors que expressam o amor do Senhor pelos Seus filhos e filhas. Não podemos, simplesmente, escolher ignorar o Seu mandamento de amar uns aos outros, porque “não gostamos” de algumas pessoas. O amor, a comunhão e a boa convivência são essenciais para a vida de um cristão. Eles demonstram ao mundo todo que somos discípulos de Jesus (Jo. 13.35).

Amar é sempre a melhor escolha.

 

SuelyBezerra