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Você está disposto a segui-lo?

O preço do discipulado

No capítulo 14 do livro de Lucas, podemos ver que Jesus fala do preço do discipulado. Uma multidão O seguia, e Ele afirmou: “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?” (v. 26-28). E no capítulo 16 do livro de Mateus está escrito: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (v. 24), dando destaque específico para esses três pontos.

As palavras de Jesus estavam dirigidas aos Seus discípulos, um grupo de jovens que saíram para mudar o mundo com amor, compaixão e serviço. Jovens que haviam comprometido suas próprias vidas à mensagem da ressurreição de Cristo, ao ponto de estarem preparados para morrer por isso, se necessário fosse.

Em algum momento da história nós perdemos o rumo. Perdemos o valor do discipulado. Perdemos propósito. Perdemos o significado do que realmente envolve seguir a Cristo. E uma das coisas que precisamos reaprender é sobre dedicação, sobre sacrifício, e o poder que uma pequena multidão disposta a se entregar totalmente tem de influenciar o mundo.

Deus não exige nada menos do que dedicação em nosso relacionamento com Ele. O Senhor exigiu isso de Abraão: “Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei" (Gn. 22.2). E aquele homem obedeceu, estava disposto a sacrificar. E quando a faca estava próxima do coração de Isaque, Deus o deteve e disse: “Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho" (Gn. 22.12). O Senhor sabia que Abraão estava disposto a ir até o final, entregar tudo.Box voceestadispostoABR18

Moisés era herdeiro do trono de Egito, poderia ter chegado a ser Faraó. Tinha toda a riqueza, glória e poder que um homem poderia ter. E virou as costas para tudo isso a fim de sofrer junto com o povo de Deus. Daniel também era uma pessoa de poder e influência. Mas, ao se recusar a abandonar sua fé, foi levado à cova dos leões. Ele não sabia que o Senhor ia fechar a boca daqueles animais, apenas se mostrou disposto a dar até sua própria vida.

O apóstolo Paulo afirma em 2 Coríntios 11: “Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez” (v. 24-27). Ele carregou a mensagem do Evangelho por um alto preço. E Jesus diz para nós a mesma coisa hoje: “renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, siga-me” e poderemos transformar o mundo! Você está disposto a ser esse alguém?

Ele marca o ritmo. O mundo procura riqueza, e Ele, sendo rico, tornou-se pobre por nossa causa, para que assim nós pudéssemos ser ricos (2Co. 8.9). Procuramos conforto, e Jesus diz: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça" (Mt. 8.20). Buscamos aceitação, e Ele foi rejeitado pela humanidade. Queremos evitar o sofrimento, “mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades” (Is. 53.5). Somos egocêntricos, mas Ele deu Sua vida em resgate de muitos (Mt. 20.28). Jesus viveu o que ensinou, e não espera nada menos de nós.

Perceba que Cristo oferece uma oportunidade de escolha ao afirmar “se alguém quiser vir após mim”. Mas nenhum de nós pode ir após Ele – segui-lo – sem antes ter chegado até Ele, se aproximado. E muitos, dentro da igreja mesmo, nem sequer cogitam fazer isso. Não o recebem como Senhor e Salvador, não há nenhum propósito que os leve a sacrificar tudo, não há causa que domine e determine as atitudes. Não há compromisso, não há aliança, não há nada.

Precisamos negar a nós mesmos, como Ele nos disse. Mas, o que isso significa? Dizer não a um sorvete, uma Coca Cola, um chocolate, álcool, drogas? Significa renúncia, sacrifício. É o oposto de egoísmo. É afirmar que o amor domina completamente sua vida. Que amor? “‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’" (Lc. 10.27). Significa ser transformado pela renovação da mente (Rm. 12.2). Significa que Jesus é Senhor de nossas vidas e que Ele domina nossos pensamentos e atitudes. Quando nos aproximamos dele não O recebemos apenas como Salvador, mas como Senhor, e Ele assume o controle.

Para sermos discípulos devemos nos colocar sob o senhorio de Cristo! Nascer de novo, nos arrepender, nos converter, termos um relacionamento pessoal com Jesus. É uma experiência diária. Se não acontecer isso, não podemos segui-lo.

A salvação é absolutamente gratuita, mas uma vez que você a recebe, isso lhe custará tudo. Para realmente seguir a Cristo, devemos considerar o custo e colocá-lo acima de todo o resto. "Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça" (Lc. 14.35).

 

BillyGraham