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Príncipes da paz

Através da reconciliação, Deus nos torna embaixadores em Cristo para anunciar o Evangelho do Seu Reino em toda a terra:

“E tudo isso vem de Deus, aquele que nos trouxe de volta para si por meio de Cristo e nos encarregou de reconciliar outros com ele. Pois, em Cristo, Deus estava reconciliando consigo o mundo, não levando mais em conta os pecados das pessoas. E ele nos deu esta mensagem maravilhosa de reconciliação. Agora, portanto, somos embaixadores de Cristo; Deus faz seu apelo por nosso intermédio. Falamos em nome de Cristo quando dizemos: “Reconciliem-se com Deus” (2 Co. 5.18-20).

Mesmo estando em paz com Deus, entretanto, não é possível viver em completa paz enquanto vivermos fisicamente no mundo. O mal se alastrou de tal forma sobre a terra, que apenas uma restauração profunda pode restabelecer a plena paz e o equilíbrio originais da criação.

No texto grego, “pacificadores” significa literalmente “fazedores da paz”, “aqueles que a promovem”, os que “trabalham por ela”. Assim, Jesus nos impele a tomarmos atitudes. Não há espaço para expressões passivas. Precisamos fazer a paz acontecer e não sermos meros espectadores dos acontecimentos, esperando que alguém faça algo.Box principesdapazNOV17

Nós, filhos de Deus, precisamos agir. Não tem como sermos cristãos se agirmos apenas como pacifistas, procurando manter uma falsa sensação de paz. Precisamos trabalhar para que a paz aconteça em nosso lar, bairro, cidade, estado e nação. E isso só será possível quando testemunharmos dele às pessoas, mostrando que só existe paz real quando deixamos Cristo transformar nosso ser e habitar em nós.

Os pacificadores manifestam forte compromisso e real prazer em promover a paz na relação do homem consigo mesmo, com o próximo e com Deus. A origem desse amor pela harmonia está na comovente e transformadora experiência do arrependimento acompanhado de lágrimas (Mt. 5.3-4) e do abraço divino.

O compromisso com a paz prova que ele tem a essência do seu Criador. O pacificador tem como certo que o comportamento amável desarma os espíritos, que a resposta branda desvia o furor e que transformar inimigos em amigos é arte a ser aprendida pelos filhos de Deus. O pacificador não quer voltar a praticar os mesmos atos de desamor que o levaram a chorar de arrependimento na presença de Deus. O pacificador, por conhecer a Deus, ama ao próximo como a si mesmo. Nisso reside o motivo maior do seu compromisso com a paz. Ele sabe que, se promove a paz nos seus relacionamentos, contagiará e provocará uma revolução muito profunda e diferente da proposta pelo pacifismo kantiano.

“Vocês, porém, são povo escolhido, reino de sacerdotes, nação santa, propriedade exclusiva de Deus. Assim, vocês podem mostrar às pessoas como é admirável aquele que os chamou das trevas para sua maravilhosa luz. (...) É da vontade de Deus que, pela prática do bem, vocês calem os ignorantes que os acusam falsamente. Pois vocês são livres e, no entanto, são escravos de Deus; não usem sua liberdade como desculpa para fazer o mal. Tratem todos com respeito e amem seus irmãos em Cristo. Temam a Deus e respeitem o rei.” (1 Pe. 2.9 e 2.15-17).