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Bem-aventurados os pacificadores

Eles serão chamados filhos de Deus

A Paz - do latim, Pax - é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações e agitação. Derivada do latim Pacem, pode referir-se à ausência de violência ou guerra. De fato, o filósofo alemão Immanuel Kant, inspirado nos ideais da Revolução Francesa, definiu que um estado de paz mundial poderia ser alcançado através de uma república única, capaz de representar as aspirações naturalmente pacíficas de todos os povos e indivíduos. Apoiados nesse critério, governos de diferentes países deram origem à Organização das Nações Unidas (ONU) ou à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), as que sugerem que a paz deva ser obtida através de legislação em assuntos internacionais, ou, num caso extremo, pela força - em inglês: peace through strength.

Existem muitas diferentes teorias de paz que envolvem o estudo da transformação dos conflitos, desarmamentoBox pacificadoresagentesNOV17 e cessação de violência. Mas a paz não deve ser entendida apenas como um estado de ausência de guerras, ela é um estado de equilíbrio e entendimento em si mesmo e entre outros, onde o respeito é adquirido pela aceitação das diferenças, tolerância, os conflitos são resolvidos através do diálogo, os direitos das pessoas são respeitados e suas vozes são ouvidas, e todos estão em seu ponto mais alto de serenidade sem tensão social.

No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira, de desconfiança e - de um modo geral - de todos os sentimentos negativos. Assim, ela é desejada por cada pessoa para si próprio e, eventualmente, para os outros, ao ponto de ter-se tornado uma frequente saudação - “que a paz esteja contigo” - e um objetivo de vida.

É necessário, então, estabelecer uma diferença importante. As mencionadas organizações, de grande reconhecimento internacional, e até o respeitado prêmio Nobel da Paz - ironicamente, criado pelo inventor da dinamite -, nasceram da filosofia pacifista de Kant. Mas há uma grande diferença entre pacifistas e pacificadores. Já parou para pensar em qual é a guerra que vivemos hoje?

Pacifistas x Pacificadores

Em Seu Sermão do Monte, Jesus falou sobre os pacificadores (Mt. 5.9), não sobre os pacifistas, e isto não foi casual. A diferença entre os dois termos é gritante, embora não seja óbvia. Um pacifista é aquele que prega a paz e anseia por ela, mas ele próprio não a traz. O pacificador, além de buscar a paz, age para efetivamente promovê-la.

Cristo foi o pacificador por excelência. Isaías o chamou de Príncipe da Paz e o apóstolo Paulo disse que foi do agrado do Pai que “havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus” (Cl. 1.20).

Enquanto houver inimizade entre o homem e Deus, não haverá paz verdadeira e duradoura sobre a Terra. Por isso, para que haja paz, é necessário que cada indivíduo se reconcilie com seu Criador, por meio da fé no sacrifício justificador de Cristo:

“Portanto, uma vez que pela fé fomos declarados justos, temos paz com Deus por causa daquilo que Jesus Cristo, nosso Senhor, fez por nós” (Rm. 5.1).

O caminho para a paz passa primeiramente pela reconciliação de cada indivíduo com Deus. Sem isso, a procura pela paz social, nos lares, nas instituições ou em qualquer lugar será absolutamente em vão e não passará de um belo discurso. Não será eterna, duradoura, e nem será, de fato, paz.

 

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