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Você já quis deletar algum dia da sua vida?

Despertando os dons que cooperam

1994, Brasil e Itália. Era a quinta Copa do Mundo a que eu assistia – se bem que, na primeira eu tinha só três anos – e não tinha visto o Brasil ser campeão mundial.

Chorei na final da Copa de 1982, com sete anos, quando Paolo Rossi fez três gols para a “azurra” sobre o Brasil.

Mas, anos depois, o mesmo rival teve um jogador de carreira destacadíssima no mundo do futebol que, diferentemente daquele que fora algoz, errou o lançamento decisivo. Aquela final de 1994 foi para os pênaltis, e Roberto Baggio errou o seu. Brasil campeão!

Mas, e o Baggio? Tive curiosidade em saber como fica a cabeça de um jogador que erra um pênalti numa final de Copa do Mundo. Achei uma entrevista dele dizendo que o sofrimento após o fim do jogo foi tanto que não consegue se lembrar de quase nada do que aconteceu depois. Se ele pudesse, deletaria aquele dia da sua vida.Box vocejaquisOUT17

As pedras estavam nas mãos, prontas para serem atiradas. Uma mulher que foi pega em adultério, querendo deletar aquele dia da sua vida. Uma frase soa como ar puro:

“Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela” (Jo. 8.7).

As pedras caem das mãos, um silêncio toma conta do lugar, uma nova chance, a vida recomeça.

"’Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?’ ‘Ninguém Senhor’, disse ela. Declarou Jesus: ‘Eu também não a condeno. Agora vá e abandone a sua vida de pecado’" (Jo. 8.10-12).

É incrível como estes dias deletáveis têm o poder de criar novas realidades.

Imagino que você já tenha perdido um pênalti, errado um saque, tomado um tombo. Que já se sentiu ridículo, perdeu um negócio, trouxe tristeza para as pessoas que você ama. Mas, se está lendo estas linhas é porque o Mestre não deixou as pedras da acusação acabarem de vez com você. Cada gota de sangue, naquela sexta-feira, quase três da tarde em Jerusalém, foi para perdoar cada pecado seu.

"Confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados" (Tg. 5.16).

Temos uns aos outros, isso faz o inferno tremer. Pecados perdoados por Jesus e confessados são a cura da doença.

No lugar das pedras, temos toalhas de serviço em nossas mãos chamadas dons. Com essas toalhas podemos enxugar e cuidar dos pés que se machucaram, que resvalaram, que erraram os pênaltis da vida.

José entendeu esse negócio de cuidar dos pés e servir com aquilo que fazia de melhor. Ele era uma pessoa tão vibrante e cheia de fé que usava isso para consolar e motivar a turma. Colocaram até um apelido nele: o filho do encorajamento!

Paulo apóstolo soube muito bem quem foi o José, o filho do encorajamento - procure na Bíblia por Barnabé. Ele chamou Paulo para fazer parte da sua célula (At. 9.26-30 e 11.22-30). Imagine seu GCEM fazendo igual ao do José, motivado e cheio de fé!

A vida é sobre aprender e ensinar o tempo todo. Aprenda a despertar o dom que Deus te deu. Olhe agora ao seu redor, deve ter pessoas que gostariam de deletar certos dias de suas vidas. Sabendo ser impossível, apenas aceitam a rotina das impossibilidades, procurando, vez por outra, alguma forma de alegria.

Vai lá, ensine o que aprendeu com seus erros, com seus acertos, ensine o conselho de Deus descrito na Palavra, ensine aquilo que você faz de melhor e que abençoa outros. Descubra a dor de alguém da sua célula, do seu condomínio, da sua faculdade, e vai lá tirar essa dor. É dessa forma que acabará descobrindo o seu dom e o dom das pessoas.

Afinal, a vida é sobre sair da arquibancada e estar em campo enfrentando as grandes finais. É sobre amar e não atirar pedras. É sobre integrar e não separar. É sobre despertar os dons que cooperam e não competem. A vida é sobre Jesus!

 

FernandoDiniz