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Mulheres parceiras de Deus

Maria e o preço pago por carregar o Salvador em seu ventre

Toda mulher diferenciada em seu tempo pagou ou pagará um preço muito elevado por isso. Sempre existiram olhares voltados para mulheres que se destacam. Infelizmente, na maioria das vezes, esses olhares estiveram cheios de desconfiança.

Tomemos como exemplo o caso de Maria. Em sua época, ela foi convidada por Deus para participar de um projeto extremamente ousado: o nascimento do Messias – missão que envolvia romper tradições e costumes em um período em que as mulheres eram relegadas ao segundo Box mulheresparceirasplano.

Imagine a situação de Maria. Grávida sem estar casada e sem ter se relacionado com José. Ela seria julgada duplamente. Primeiro pelo povo, que a consideraria adúltera. Depois, por José, que imaginaria ter sido traído.

Segundo as tradições da época, sua pena seria a morte por apedrejamento. A mãe de Jesus, então, confrontada pela sociedade e com receio dos julgamentos alheios se recolhe à casa de Isabel, sua prima. Isso tudo em razão de uma parceria estabelecida com Deus, que a tornava uma mulher protagonista por abrigar o Salvador em seu ventre. Privilégio sim, mas que teve um custo alto!

Assim como naquela época, a mulher que possui qualidades diferenciadas fica em evidência, na maioria das vezes, para ser exposta e criticada. A impressão transmitida é que mulheres “fora da curva” assumem um papel que não é seu – e que deveria ser do homem.

Ainda existe muito preconceito quando a mulher desempenha função relevante. Causa muita estranheza o fato de uma mulher que se destaca ser considerada exceção – como se as mulheres não estivessem aptas a desempenhar determinados papéis. Pior que isso, é ainda ter de ouvir os famosos chavões: lugar de mulher é no fogão; ou, mulher tem de estar no tanque. Opa! Alto lá! Quem disse que nós não somos capazes de fazer todo o trabalho doméstico e ainda dirigir uma empresa?

Deus nos chamou como mulheres para sermos parceiras de nossos maridos. Só que essa parceria ocorre em mão dupla. Um marido também é capaz de trocar a fralda de um filho, preparar um bom jantar, lavar a louça, e isso não fará com que ele deixe de ser o chefe de família. Pelo contrário. Essa postura aumenta sua autoridade e respeito, pois ele está cumprindo o papel de amar sua esposa e dar a sua vida por ela. Não é esse o papel que também cabe ao homem?

Hoje, há comentários de que as mulheres têm adoecido porque acumularam muitas funções. Ou pior, porque deixaram de cuidar de seus filhos – como se essa fosse a única função para qual a mulher é designada. Estão todos enganados. O lugar correto é o centro da vontade de Deus, que pode ser cuidar de uma casa, trabalhar como pedagoga, como professora ou médica, ser mãe, etc. O importante é que a mulher sinta que tem cumprido sua missão e seu papel determinado por Deus.

A habilidade de acumular funções é um dom que Deus deu à mulher – essa é uma característica do ente feminino – e que é cumprida com maestria por aquelas que depositam nele sua esperança. Realizar diversas tarefas é algo que deve ser visto como uma dádiva e não como uma carga.

A característica da mulher virtuosa, relatada em Provérbios 31, envolve justamente essa capacidade multifuncional: ela trabalha, negocia, cuida de si, da casa, dos filhos e do marido, e ainda vive segundo a vontade de Deus. Essas especificidades da mulher fazem com que ela seja caracterizada por uma qualidade ímpar para desempenhar inúmeros papéis e funções.

O essencial é a mulher estar na posição que Deus deseja, sem se importar com as consequências disso. Independentemente do lado para qual a correnteza puxa a todos, a mulher parceira de Deus nada contra a corrente. E mais. Ao mesmo tempo, vai puxar seus filhos, seu marido, e sua família. Afinal de contas, andar com Cristo é estar na contramão do mundo, como a Bíblia bem exemplifica em diversos trechos. É necessário deixar claro que a cultura e seus paradigmas não devem se sobrepor aos desígnios divinos. É preciso romper com as tradições que tentam impor o cultural sobre o espiritual.

Mulheres, não se limitem por causa de tradições. Maria não se limitou. Ela se retirou para a casa de Isabel, mas cumpriu sua missão. Teve fé, coragem e ousadia para ser protagonista do mais importante nascimento da história.

 

PatriciaBezerra