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Transmitindo vida

O que podemos aprender com a relação de Paulo e Timóteo

Muito provavelmente, todas nós já ouvimos a palavra mentoreamento. Mas, será que sabemos exatamente qual o seu significado? Mentorear vai muito além de aconselhar ou simplesmente estar perto, é, na verdade, uma experiência relacional, onde uma pessoa guia, capacita, anima, inspira, ensina e partilha experiências e recursos com outra pessoa. Tem a ver com ajudar no crescimento espiritual e pessoal daquele a quem estamos acompanhando. Envolve companheirismo, confiança, correção e amizade. É como encontrar um tesouro que está escondido em outra Box transmitindovidapessoa.

Nosso melhor exemplo de mentoreamento foi o nosso Senhor Jesus. Ele foi modelo pela forma como viveu, pelo Seu ensino, pelo Seu envolvimento com as pessoas, pelas Suas reações aos erros e acertos dos discípulos. Ele escolheu 12 pessoas simples e, por três anos, ensinou a eles tudo o que foi possível. A vida desses homens foi completamente transformada e nasceu neles o desejo de transmitir a mesma experiência de salvação a outros.

Hoje, o Evangelho chegou até nós, porque esses homens tomaram posse de tudo o que viram Jesus fazendo, e reproduziram para outras pessoas. Esse ensino foi passando até chegar aos dias de hoje, e deve continuar até a volta de Cristo.

Outro modelo de mentoreamento que a Palavra nos dá é o de Paulo e Timóteo. Assim como Jesus fez com Seus discípulos, o apóstolo fez com algumas pessoas, mas foi em seu relacionamento com Timóteo que esse trabalho se destacou. Cada palavra, frase e conceito era típico de um mentor. E podemos ver isso claramente em suas cartas.

Algumas características desse relacionamento tão próximo e importante também podem fazer a diferença nas nossas vidas e nos nossos relacionamentos. Assim, podemos continuar o que Jesus começou com Seus Doze, ensinando, guiando, caminhando junto e crescendo.

Relacionamento profundo

Paulo tratou Timóteo como seu filho várias vezes (1 Tm. 1.2 e 18; 2 Tm. 1.2 e 2.1). Hoje em dia, a desestruturação da família e seu desajuste aparecem na vida espiritual de muitos. Por isso, precisamos muito de relacionamentos profundos, de pais espirituais, de pessoas que nos cubram, orem por nós e se comprometam em nos ensinar.

Intimidade

Timóteo não tinha vergonha de chorar na frente de Paulo (2 Tm. 1.4), ele se sentia à vontade para demonstrar seus sentimentos e expor suas emoções. Mas Timóteo também viu Paulo chorando diversas vezes (At. 20.19). O verdadeiro mentor tem o coração tão transparente que as lágrimas fazem parte da sua vida e do seu ministério, e encoraja aqueles que estão ao seu redor a fazer o mesmo.

Amor

Quando Jesus foi batizado, Deus falou:

“Este é o meu Filho amado, de quem me agrado” (Mt. 3.17).

Isso foi fundamental para o começo do ministério de Jesus, para a Sua vida e a Sua identidade. As pessoas, muitas vezes, vão começar a sentir o amor de Deus por elas através de nós, através do nosso amor. Paulo demonstrava seu amor por Timóteo por suas palavras e atitudes.

Intercessão

“Sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia” escreveu Paulo a Timóteo em sua segunda carta (1.3). A oração nos une às pessoas, mostra que temos uma aliança com elas e nos faz sensíveis às suas necessidades. Nenhum aconselhamento ou ensino dará certo se não houver intercessão.

Elogios e exortação

Paulo sempre citava as boas qualidades de Timóteo (2 Tm. 1.5) e dizia palavras de aceitação, elogiava seu amigo. Mas ele também desafiava Timóteo ao crescimento, o levava à maturidade, exortando-o sempre em amor (1 Tm. 4.14; 2 Tm. 1.6). O poder e a graça de Deus fluíam de Paulo para Timóteo.

Exemplo

Uma das características mais importantes de um relacionamento de mentoreamento é o exemplo. Podemos dizer muitas coisas, falar de princípios bíblicos e da vida de Jesus, mas se não vivermos tudo isso, dificilmente teremos discípulos fieis a Deus. Paulo não ensinou a Timóteo como ser perfeito, mas o ensinou a permanecer em crescimento e em busca do aperfeiçoamento.

Não pense que o mentoreamento pode ser tratado de modo superficial. É transmissão de vida, de amor, da Palavra de Deus. Não é um tratamento como o de professor e aluno, mas sim como de um pai para com seu filho. Envolve investimento de tempo, recursos e muito, muito amor. E vale muito a pena!

É exatamente como o relacionamento de Jesus e Seus discípulos:

“Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu tornei conhecido a vocês. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai conceda a vocês o que pedirem em meu nome” (Jo. 15.15-16).

Procure alguém para andar com você, e esteja preparada para acompanhar as pessoas e transferir vida e salvação.

 

SuelyBezerra