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O que acontece quando a Igreja ora

Construindo famílias e nações fortes

No livro de Atos, conhecemos uma igreja que experimentou uma das maiores promessas de Jesus: o envio do Consolador. As pessoas, reunidas em oração, foram batizadas pelo Espírito Santo e se tornaram para nós o testemunho de como deve ser a vida de uma comunidade Box quandoaigrejabaseada em Cristo. Mas, existia ali um detalhe. Um detalhe que acompanhava esse grupo durante todo o tempo, que foi responsável por esse derramar, pelas conversões e pelos milagres. Esse detalhe era a oração.

Aquela igreja conhecia o poder da oração. Mesmo em meio a todas as adversidades, permanecia constante e firme no exercício dessa prática. Sabia que quando se posicionava em adoração e súplicas a Deus, Ele atendia, os céus se abriam, o impossível se tornava possível. A vida daqueles homens e mulheres mostra que eles dependiam mais da vontade do Senhor do que de seus próprios recursos. E, assim, se tornaram sensíveis às necessidades uns dos outros, viram a ação do Espírito Santo em seu meio, amaram uns aos outros de maneira prática e fraternal. Havia neles um só coração, uma só alma (At. 2.42-47), e o seu modo de vida produzia um grande impacto na sociedade.

O poder da oração feita em conjunto não é um fenômeno distante, restrito somente àquele grupo. A igreja moderna também pode ser uma influenciadora e deixar marcas profundas nesta geração. O tempo pode ser outro, as circunstâncias podem ter mudado, mas “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hb.13.8). E Ele continua agindo da mesma maneira.

Mas, para sermos como a igreja de Atos, uma igreja que ora, precisamos ser, em primeiro lugar, homens e mulheres de oração. Precisamos ter comunhão com Deus. Fechar a porta do nosso quarto e falar com o Senhor. É assim que adquirimos discernimento a respeito de todas as coisas e que o nosso coração se torna sensível. É assim que somos capacitados a tomar as decisões certas e seguras para a nossa vida. A oração muda a nossa natureza, move o nosso coração à vontade de Deus.

Nosso tempo com o Senhor deve ser o mais importante dos nossos dias. Ele quer sacudir as nossas estruturas e agir, antes, em nossas vidas para, depois, manifestar o Seu poder quando nos reunimos. Uma pessoa que tem uma vida particular de oração leva isso para a sua comunidade, ajuda a formar uma igreja comprometida com esse valor.

Quando um conjunto de pessoas que amam ao Senhor ora junto segundo à Sua vontade, acontecem conversões genuínas, situações mudam e vidas são completamente transformadas. É isso o que acontece quando a igreja ora. Juntos somos mais fortes do que sozinhos, somos capazes de derrotar um exército inteiro.

“Cinco de vocês perseguirão cem, cem de vocês perseguirão dez mil, e os seus inimigos cairão à espada diante de vocês” (Lv. 26.8).

A maioria dos avivamentos registrados ao longo da história da igreja começou com um pequeno número grupo que se dispôs a orar e a buscar a Deus. Esse posicionamento inflamou igrejas inteiras, cidades, povos e nações.

Hoje, infelizmente, a igreja tem perdido a sua marca e o seu poder. E isso não acontece porque o Espírito Santo deixou de agir nos nossos dias, mas porque deixamos de buscá-lo de todo o nosso coração. Porque não ansiamos por conhecer mais a Sua vontade. Temos confiado mais em nossas habilidades do que no poder do Senhor. Precisamos resgatar a fidelidade na pregação do Evangelho puro e simples de Jesus e desafiar as pessoas a um compromisso com uma vida dedicada de oração individual e coletiva.

Que possamos experimentar um poderoso mover de Deus em nossa vida e como comunidade cristã, impactando esta geração com o Evangelho de Jesus. A igreja que faz da oração um valor inegociável cumprirá a vontade do Senhor em seu tempo e deixará frutos permanentes para as gerações que virão.

COMO ORAR?

Jesus nos deixou um modelo de como devemos orar. Em Mateus 6.5-15, Ele ensina não uma fórmula a ser repetida, mas uma instrução sobre o que devemos orar, quais as prioridades na oração e o que pode impedir que sejam respondidas.

Então, como devemos orar:

  1. Não orar como os hipócritas – a oração é comunhão com Deus, não é para mostrar para os outros.
  2. Orar ao nosso Pai – quando fomos salvos, nos tornamos filhos de Deus e temos o privilégio de chamá-lo de Pai. E “nosso Pai” significa que oramos não somente por nós, mas também pelas outras pessoas.
  3. Orar em secreto – não é somente se isolar, mas é excluir o mundo e as suas vozes e concentrar-se somente em Deus.
  4. Não como os pagãos, repetindo a mesma coisa –usar sons repetitivos, monótonos, palavras da boca para fora, sem intensidade, sem paixão, sem verdadeiro desejo e, pior, sem significado.

Sobre o que devemos orar?

Três desejos envolvem a vontade de Deus para todos os homens:

  1. Santificado seja o teu nome – devemos começar nossas orações com louvor, dizendo quem Deus é e o que Ele fez em nosso favor.
  2. Venha o teu reino – orar para que o Reino de Deus, de justiça, paz e alegria, se manifeste em nossa casa, igreja, família, amigos e país. Para que a justiça do Senhor triunfe.
  3. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu – Deus espera que oremos por aquilo que Ele deseja realizar. Por isso a oração é a chave de tudo.

Nossos pedidos

  1. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje – essa é uma oração de proteção para nós e para a nossa família. Precisamos pedir o que necessitamos a Deus: recursos financeiros, provisão, saúde, trabalho, educação.
  2. Perdoa as nossas dívidas assim como perdoamos os nossos devedores – isso implica em obediência a Deus. Quando não andamos na luz, não perdoamos e amamos uns aos outros, há divisão no corpo e a igreja é prejudicada.
  3. Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal – sempre seremos tentados e nunca saberemos quando ou como, mas podemos pedir humildemente que o Senhor nos impeça de cair. Não podemos fazer isso por nós mesmos.

 

SuelyBezerra