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Rei, profeta e sacerdote

O homem e sua importante função

O dono do maior número de medalhas olímpicas da história. É assim que os jornais costumam chamar o nadador norte-americano Michael Phelps. Agora aposentado, ele participou de quatro Olimpíadas – Atenas, Beijing, Londres e Rio de Janeiro – e acumulou 23 ouros, três pratas e dois bronzes.

O que poucos sabem é que sua história de recordes e vitórias teve uma fase obscura. Tudo começou em 2009, com uma foto do atleta fumando maconha. Meses de suspensão, treinos forçados, os jogos de Londres e a derrota nas piscinas por um fã da infância. As vitórias começaram a ficar cada vez mais distantes, até que, depois de ter sido parado pela polícia por dirigir embriagado e acima do limite de velocidade, ele foi internado em uma clínica de reabilitação.

O que poderia derrubar o gigante das piscinas assim? Depois de um tempo, Phelps revelou uma das raízes de seus problemas: o difícil relacionamento com o pai. “Não ter um pai que estava sempre lá para mim foi muito difícil”, contou o atleta à revista Sports Illustrated.

Phelps venceu as dificuldades e conseguiu retomar sua carreira. Hoje, aposentado, ele se lembra de que, na terapia, tratar a falta do pai foi um dos maiores pesos que precisou tirar dos ombros.

Não é só na história de Michael Phelps que a figura paterna tem um papel importante. Estudos revelam que os dois fatores mais importantes para o desenvolvimento da autoimagem de um ser humano são ter um relacionamento íntimo com o pai e passar tempo com ele. Por isso, a sua ausência tem efeitos tão graves.

Uma pesquisa realizada pela Universidade John Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos, descobriu que adolescentes que não têm o pai presente em casa têm 60% mais chances de ter relacionamentos sexuais antes do casamento. No Brasil, o Ministério Público de São Paulo realizou um levantamento que revela que dois em cada três jovens infratores vêm de famílias onde o pai não está presente.

Os números são assustadores, mas reais. A falta de homens que assumem a sua posição de homens tem gerado consequências destruidoras na vida de crianças e adolescentes, sem falar das mulheres.

Ser homem começa na educação do garoto, ainda quando criança, sendo instruído na Palavra de Deus. Começa com o exemplo de como o pai trata a mãe, como se comporta no trabalho, como são seus relacionamentos e quais as suas prioridades. O posicionamento do pai é um dos fatores mais importantes na formação de um novo homem dentro de casa. A sociedade pode até ter certa influência, mas o caráter é formado no relacionamento um a um, olho no olho. É aí que as sementes dos princípios são lançadas.

Foi assim que Jesus fez com Seus discípulos, e é assim que Deus espera que os homens façam com seus filhos. Os doze eram jovens que tinham entre 16 e 20 anos, e estavam sendo formados por um Rabino de 30 anos, um homem mais maduro, que teve um pai presente em Sua formação.

A família nasceu no coração de Deus. Ele a planejou e formou, e colocou cada membro com um papel importante, uma função que ninguém mais pode cumprir. Ser um bom marido e um bom pai faz parte do papel importante que o homem tem no Reino de Deus. Ser gentil em seu tratamento com as mulheres, sem preconceitos. Ser santo em suas conversas, naquilo a que assiste e no que consome. Ser um homem de caráter que, com a possibilidade de ter benefícios às custas dos outros, abre mão e se mantém justo e na luz.

Homens que sabem o seu lugar colaboram para uma sociedade que glorifica a Deus, estabelecem lares de paz, fazem com que as mulheres se sintam amadas e valorizadas e criam filhos seguros em quem são e em quem devem ser. Constroem famílias que vivem para a glória do Senhor e abençoam as pessoas. Fortalecem igrejas consolidadas e fiéis à Palavra de Deus.

 

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