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Ressurgiu

O túmulo vazio é a âncora da nossa esperança

É habitual nesta época do ano ver na TV ou no cinema, muitos filmes e documentários sobre a vida de Jesus, Seu ministério e SuaBox ressurgiu crucificação. De fato, em breve será lançado aqui no Brasil um filme chamado “Ressurreição”, onde um centurião romano cético é enviado por Pôncio Pilatos para investigar o desaparecimento do corpo de Cristo. É que, ao longo da história, esse mistério tem despertado a curiosidade de muitos e os ataques de tantos outros.

A primeira tentativa de se negar a ressurreição de Cristo foi feita pelos próprios sacerdotes judeus, que tentaram ocultar a verdade mediante suborno (Mt. 28.11-15), dizendo que os discípulos tinham roubado o corpo. Isso é significante porque os judeus não negaram que o túmulo estava vazio, mas, pelo contrário, procuraram uma explicação alternativa para a ressurreição.

Também houve a tentativa de explicar a ressurreição por meio da hipótese da morte aparente, segundo a qual Jesus não estava completamente morto quando foi retirado da cruz e teria sido reanimado, conseguindo escapar. Dada a tortura física descrita nos relatos evangélicos, é altamente improvável que Jesus pudesse ter sobrevivido a tais castigos.

Outros defendem que o corpo foi levado pelos inimigos de Cristo. Mas qual seria o sentido disso? Quando os discípulos começassem a proclamar a ressurreição de Cristo, eles viriam a público apresentando o corpo morto de Cristo ou alguma evidência irrefutável, silenciando definitivamente a pregação apostólica e pondo fim à Igreja de Cristo. Entretanto, eles silenciaram, visto que não tinham como argumentar contra as evidências.

A verdade é que o túmulo vazio é um fato histórico largamente comprovado por textos bíblicos e extra bíblicos. Mateus registra que um anjo do Senhor removeu a pedra - de cerca de duas toneladas - que fechara o sepulcro de Jesus (Mt. 28.2-4). Isso não foi feito para que Jesus pudesse sair, visto que não servia de empecilho para o corpo glorificado do Senhor ressurreto (Jo. 20.19,26). Isso foi feito a fim de que Maria Madalena e Maria pudessem constatar com os seus próprios olhos o túmulo vazio (Lc 24.1-3) e, posteriormente, também o fizessem João e Pedro (Jo 20.1-10).

A doutrina da ressurreição de Cristo é central para o Cristianismo. Paulo escreve em 1 Coríntios 15.14,17:

“E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados."

Portanto, se Jesus afirmou ser salvador, mas permaneceu morto em um túmulo após uma crucificação brutal, Suas declarações eram, e são, vazias. Mas, se Ele de fato ressurgiu dos mortos, então suas declarações sobre deidade, a penalidade de nossos pecados que Ele levou na cruz e sobre a eternidade são comprovadas.

A verdade é que a morte foi vencida por Jesus. Ele lhe arrancou o aguilhão. Ele ressuscitou! E, juntamente com Ele, nós ganhamos uma nova vida (Rm. 6.5 e Ef. 2.6), porque fomos incluídos na Sua morte e na Sua ressurreição. Por isso a Páscoa é um dia tão importante para nós cristãos. Fomos resgatados por Cristo de uma morte eterna, para nos reconciliarmos com Deus e ganharmos vida eterna.

Assim como os discípulos foram poderosamente transformados e tornaram-se ousados, valentes e poderosos no testemunho, quando temos comunhão com o Jesus vivo, nosso coração arde e o fogo de Deus nos inflama. Há entusiasmo em nosso coração. O vento do Espírito sopra sobre nós, remove o comodismo e reacende o fogo do zelo pela Palavra, do cuidado de uns aos outros, do serviço, da comunhão, dos relacionamentos, da hospitalidade, do amor, da compaixão em nosso coração.

Quando o coração arde, acaba a frieza espiritual, o marasmo. Vir à Casa de Deus é alegria. Orar é necessidade. Louvar a Deus é prazer. Andar com Jesus é o sentido da vida. Exultemos com grande alegria porque Ele ressuscitou e agora habita em mim e em você. Aleluia!

 

CarlosAlbertoBezerra02