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Em defesa de Cristo

Quais são as evidências da ressurreição?

Em 1998, Lee Strobel, repórter do jornal americano Chicago Tribune e advogado graduado na Universidade de Yale, publicou o livro “Em Defesa de Cristo”, um dos maiores best-sellers na categoria de apologética cristã de todos os tempos. Nele, o autor, conta que se sentiu compelido pela conversão de sua esposa ao cristianismo a tentar refutar as principais afirmações sobre Jesus. As descobertas levaram Strobel a abandonar o ateísmo e declarar a fé cristã.

A historicidade da ressurreição de Jesus tem despertado curiosidade ao longo das eras. Muitos livros foram escritos e muitos filmes foram feitos. Recentemente, o trabalho de Strobel ganhou as telas dos cinemas, e a própria Sony lançou “Ressurreição”, uma espécie de “CSI: Jerusalém” que narra a história de como teria sido a investigação dos romanos após a crucificação e o desaparecimento do corpo de Jesus.

A maioria dos historiadores modernos dedicou-se a estudar a ressurreição a partir da pressuposição filosófica de que a existência de milagres é impossível, tornando o fato uma questão extremamente difícil de ser analisada com objetividade. Mas a grande verdade é que se Jesus, de fato, ressuscitou dos mortos, isso muda tudo. Foi isso que os primeiros cristãos sentiram ao ouvir a notícia da ressurreição. Eles sabiam que, se fosse verídica, não seria possível mais viver de qualquer forma. Significava, também, que não haveria espaço para o medo, nem das espadas romanas, nem de qualquer coisa ou circunstância. Isso muda tudo.

Os críticos da historicidade da ressurreição de Cristo argumentam que os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João se desenvolveram mais tarde, muito depois dos acontecimentos, pelo que os textos possuiriam, em grande parte, invenções. A verdade é que os primeiros relatos sobre o túmulo vazio e as testemunhas oculares não constam dos evangelhos, mas das cartas de Paulo, as quais, todos os historiadores concordam, foram escritas entre quinze e vinte anos apenas após a morte de Jesus.

Um dos textos mais reveladores está escrito em 1 Coríntios 15.3-6:Box emdefesadeABR18

“Porque primeiro vos entreguei o que também recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; e foi sepultado; e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; e apareceu a Cefas, e depois aos Doze. Depois apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, e a maior parte deles ainda vive, mas alguns já faleceram”.

Aqui, Paulo não só fala do túmulo vazio e da ressurreição “ao terceiro dia” – demonstrando falar de um acontecimento histórico, não de um símbolo ou metáfora –, mas também lista as testemunhas oculares.

O apóstolo indica que o Jesus ressurreto não apenas apareceu para indivíduos e pequenos grupos, como também apareceu para quinhentas pessoas de uma só vez, a maioria das quais continuava viva no momento da redação da carta, de modo que podiam ser consultadas para confirmar o fato!

A carta era dirigida a uma igreja; logo, era um documento público, escrito para ser lido em voz alta. Paulo convidava qualquer um que duvidasse de que Jesus houvesse ressuscitado a procurar as testemunhas oculares se assim desejasse. Era um desafio direto, facilmente aceitável. Paulo não afirmaria num documento público que havia um bocado de testemunhas oculares vivas se isso não fosse verdade!

Muitos dos críticos também afirmam que os relatos da ressurreição de Jesus foram inventados. “Histórias da carochinha”, costumam dizer. Mas o contexto cultural dos mesmos indica que teria sido extremamente problemático tentar inventar um sucesso daqueles. Todos os evangelhos afirmam que as primeiras testemunhas oculares da ressurreição foram mulheres. A posição social inferiorizada das mulheres implicava que seu testemunho não constituía prova admissível em juízo. Para a igreja, não seria de modo algum vantajoso dizer que elas foram primeiras a ver o Cristo ressurreto. Isso só conseguiria enfraquecer a credibilidade do testemunho. A única explicação possível é que tudo aconteceu exatamente como os evangelhos narram.

Ao longo dos anos, outros céticos da ressurreição sugeriram que os seguidores de Jesus podem ter tido alucinações, imaginando que Ele lhes aparecia e lhes falava. Isso implica que a ressurreição do Mestre era concebível para seus seguidores judeus. Mas não era! Da mesma forma, afirmar, como se de uma teoria conspirativa se tratasse, que o corpo foi roubado pelos discípulos implica que aqueles homens esperavam achar receptividade para a ideia da ressurreição. Mas isso seria desconhecer a cultura e cosmovisão da época! Ainda que sugeríssemos a ideia altamente improvável de que um ou dois discípulos de Jesus se convenceram sozinhos de que Ele havia ressuscitado, eles jamais conseguiriam levar judeus ou gregos a acreditarem nisso. Para aqueles povos, a ressurreição era absolutamente inconcebível.

O teólogo britânico Michael Green ressalta: “Sem a ressurreição não existiria cristianismo algum. A igreja cristã jamais teria começado a existir; com a execução de Jesus, o movimento daqueles que O seguiam teria se extinguido tal como uma fogueira alimentada com lenha molhada”. Assim, considerando que praticamente todos os primeiros líderes cristãos morreram por causa da fé, fica difícil acreditar que esse tipo de auto sacrifício seria feito para sustentar uma mentira. Como o matemático e filósofo francês Blaise Pascal disse: “Acredito naquelas testemunhas cujo pescoço é cortado”.

A explicação para a existência da igreja é a sua fé na ressurreição (1Co. 15.17). Por que os discípulos de Jesus chegariam à conclusão de que a crucificação não havia sido uma derrota, mas um triunfo – a menos que O tivessem visto ressurreto?

As evidências são esmagadoras. Estamos diante de um fato histórico. Isso significa que existe uma esperança infinita, que a morte foi derrotada e que há liberdade para a escravidão do pecado. O cristianismo é a boa nova para o mundo inteiro, uma boa nova que aquece o coração, nos dá um espírito novo e nos leva a confiar apenas em Jesus como único Salvador. Ele vivo está!

GustavoRosaneli       CesarStagno