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O que seu filho precisa saber sobre a Bíblia

É recorrente em nossas comunidades de fé falarmos sobre a importância do cuidado e do ensino com os pequeninos. Transferir um legado espiritual aos nossos filhos é das tarefas mais desafiadoras e complexas em nossa caminhada cristã, especialmente porque sabemos que este caminho vai além da frequência semanal na igreja, obrigações de vestuário e costume ou uma "cartilha de regrinhas de faça ou não faça".

Sabemos que é essencial neste desafio falarmos sobre a Bíblia. Em tempos de fake news, exageros midiáticos e informação instantânea com tão pouca sabedoria e sem qualquer discernimento, devemos primeiro pensar naquilo que nossos filhos precisam saber que a Bíblia não é, para então falar sobre o que ela é.

1. A Bíblia não é um amuletoBox oqueseufilhoMAR18

Você já deve ter ido a alguma casa em que, na estante da sala, estava a Bíblia aberta em algum Salmo. Acertei? Essas práticas ainda são comuns e dizem muito sobre a fé que temos. Se cremos que a vida e morte de Jesus redimem o mundo, não podemos crer que a Bíblia, como objeto de sorte, traga alguma espécie de 'proteção'. O Evangelho tem a ver com uma fé prática. Por isso, o salmista disse que o escondeu em seu coração (Sl. 119.11). É preciso levar a Bíblia para o centro de nossas decisões, para onde pulsa nossa vida.

2. A Bíblia não é uma coletânea de frases de efeito

Não é raro encontrar nas redes sociais fotos cujas legendas carregam pequenos trechos bíblicos, vazios de seu sentido original. A Bíblia não foi escrita em capítulos e versículos, mas em livros que possuem ordem e coerência. As cartas do Novo Testamento, por exemplo, foram escritas como recomendações a serem lidas de uma só vez. Saber, ao recitar João 11.35, que Jesus chorou é importante, mas ler todo o Evangelho e saber do Seu amor por Lázaro é ainda mais essencial.

3. A Bíblia não é uma peça de museu

Estudar a Bíblia é um compromisso que todo cristão assume diante de Deus. Porém, este estudo se torna, muitas vezes, desinteressante e enfadonho, principalmente, por dois motivos: ou não se entende o que se lê, ou não se medita sobre que foi lido. Uma boa versão é essencial para o primeiro entendimento do texto, mas ainda mais importante é lembrar que a Bíblia não é um objeto morto que pode ser estudado com bisturis e instrumentos cirúrgicos. Ela está viva e traz vida para quem se relaciona com Deus por meio dela.

4. A Bíblia não é um manual

É de suma importância saber que a Bíblia não é um manual do fabricante ou uma espécie de constituição sagrada diante da qual não podemos fugir. A Bíblia só se torna sagrada a partir do momento em que estabelecemos uma relação sagrada com o 'Dono' do texto. É um livro de histórias que convida e seduz quem o lê a ter experiências com o Deus que revela.

 

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CarlosBezerraJr