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Pacificadores: a marca dos filhos de Deus

O custo de promover a paz em nossos dias

Parece fácil perceber que o mundo precisa de pacificadores. Tanta discórdia, tanta guerra, tanta gente disposta a brigar por coisas sem importância.

“Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (Mt. 5.9).

A Bíblia tem muitas maneiras de descrever a pessoa que está sempre disposta a quebrar a paz.

“O coração dos homens está cheio de maldade e de loucura durante toda a vida” (Ec. 9.3).

O Novo Testamento também tem sua porção sobre pessoas ruins.

“São nuvens sem água, impelidas pelos ventos; ondas bravias do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos” (Jd. 1.12-13).

E de onde vêm as maldades, as torpezas, as guerras?Box pacificadoresamarcaNOV17

“Vocês cobiçam coisas e não as têm; matam e invejam” (Tg. 4.2).

É exatamente porque o ser humano é propenso a viver em desavenças que os pacificadores são tão necessários. Parece fácil perceber que nós somos os pacificadores, nós que nos chamamos de cristãos, aqueles que agem como Cristo agiria. Afinal, Jesus é o “Príncipe da Paz” (Is. 9.6).

A pessoa que não vive em paz consigo também não consegue ter paz com outras pessoas. A pessoa que vive com medo de ser atacada, muitas vezes, prefere atacar antes. Mas a pessoa que tem a Cristo é modificada por dentro. Como disse Paulo:

“Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo” (2Co. 5.19). E completou: “E nos confiou a mensagem da reconciliação”.

Fomos reconciliados com Deus. E a coisa mais natural no texto bíblico é concluir que a paz deve se estender de nós para as pessoas. Quem está em paz com Deus não pode estar em guerra com as pessoas.

O que Jesus diz dos bem-aventurados pacificadores? Que serão chamados filhos de Deus. Ser pacificador não é um luxo que às vezes a gente se dá. Ser pacificador é marca de quem é filho de Deus.

E ser pacificador tem um preço, assim como teve um preço para o Cristo que chamamos de Senhor. Ele suportou vergonha e agressão para que pudesse nos encaixar na reconciliação que estava promovendo.

E nós também pagamos um preço alto pela paz. Em tempos de uso disseminado das redes sociais, é muito fácil agredir, pois a agressão está a um clique de distância. Basta categorizar uma pessoa, diminuí-la a um rótulo, e depois xingá-la. Basta alguém categorizar você, diminuí-lo a um rótulo, para criar discórdia.

A falta de paz vai e volta. Afeta o agressor e o agredido. A paz é uma interrupção na guerra dos egos e dos medos. Ela se impõe pela agressão que é recebida, mas que não é distribuída. Ela se impõe pelo não revide, e por isso é tão difícil e tão necessária.

O medo pode ser agressivo, mas também pode ser indiferente. O que é pior? Quando somos agredidos ou quando somos invisíveis? Quando você é alguma coisa que ainda merece a atenção do agressor, ou quando você simplesmente é tão insignificante que sequer é notado?

A falta de paz é cheia de nuances perversas. Mas se o medo está por trás da falta de paz, o que pode ser o remédio para o medo?

“No amor não há medo; o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Quem tem medo não está aperfeiçoado no amor” (1 Jo. 4.18).

Quem é o filho amado? Quem não tem medo de ser condenado porque já foi absolvido pelo amor insondável de Cristo. E filhos amados nunca vão para a guerra. Eles baixam as armas, e viram pacificadores.

“Vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas o Espírito os adota como filhos, por meio do qual clamamos: ‘Aba, Pai’” (Rm. 8.15).

Então, em paz, seremos chamados filhos de Deus.

 

CarlosBezerraJr02