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À procura da felicidade

O segredo do Sermão do Monte

Uma parte da história é já bem conhecida: aos 28 anos, Chris Gardner se encontrou sem emprego, pai solteiro e morando na rua. Mas nem tudo o que foi retratado no filme À procura da felicidade ocorreu exatamente daquela maneira na vida real. Na época em que tudo aconteceu, a criança não tinha 5 anos de idade, como mostra o longa protagonizado por Will e Jaden Smith, mas apenas 14 meses.

A história de vida deste homem - interpretado no longa pelo ator Will Smith - está atrelada a um contexto social em que o status de felicidade está relacionado com o esforço pelo trabalho e a recompensa através do acúmulo - nenhuma novidade dentro dos moldes do mundo globalizado. Mas, a tão perseguida felicidade, já disse alguém, não é um lugar aonde se chega, mas um caminho por onde se vai. Em outras palavras, o modo como vivemos é mais importante do que a conquista em si de um objetivo.Box aprocuraNOV17

Jesus deixou claramente esta mensagem para seus discípulos no famoso Sermão do Monte (Mt. 5.1-12). O Mestre nos oferece um ensino sobre a felicidade que se contrapõe ao definido pelos padrões sociais. Ele afirma que alcançar a alegria em sua expressão máxima e duradoura depende muito mais do que está dentro de nós do que do ambiente onde estamos; é uma escolha que fazemos, conscientemente, e não simplesmente o resultado do que fazem conosco.

A verdadeira felicidade, disse Jesus, não depende do reconhecimento dos outros ou do prestígio popular, mas do meu relacionamento com Deus, da comunhão com meus irmãos, do fato de sermos cientes de que a mais satisfatória forma de bem-estar próprio, encontra-se em trabalhar para buscar a felicidade do meu próximo.

Quando Cristo utilizou diante daquela multidão a palavra grega “makarios” - bem-aventurados -, Ele estava afirmando que a verdadeira felicidade não oscila ao sabor das circunstâncias da vida, mas é um estado da alma que mediante a fé, a esperança e o amor, transforma a realidade circunstancial conforme a verdade da Palavra de Deus. Olha para além desta vida, para a eternidade. Olha para os relacionamentos e não para as conquistas.

Os pobres de espírito, aqueles que carecem de orgulho, de presunção ou de arrogância. Os que choram, sensíveis ao próprio pecado e às fraquezas do próximo. Os mansos, que, dominados pelo Espírito Santo, servem sem esperar algo em troca. Os que têm fome e sede de justiça e clamam para que “corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene” (Am. 5.24). Os misericordiosos, dispostos a serem os primeiros a perdoar e restaurar relacionamentos. Os puros, coerentes. Os pacificadores que batalham para promover a paz e a reconciliação. Os que sofrem injustamente por amarem a Jesus e obedecerem Seus mandamentos. Deles, disse Jesus, é o Reino, serão consolados, satisfeitos, obterão misericórdia, verão a Deus e serão chamados de filhos!

Há muito egoísmo no amor humano. Na grande maioria das vezes, a gente pensa primeiro na própria felicidade. Nossos relacionamentos têm se tornado quase um contrato de prestação de serviços. “Se você me ama assim, bonitinho, sem questionamentos e problemas, receberá como prêmio o meu amor. E, como sou maravilhoso demais, você deve fazer por merecer-me!” Essa fala é muito estranha ou é bem parecida com a experiência de amor e a compreensão de felicidade que o mundo tenta ensinar?

A felicidade verdadeira envolve o próximo. Nossa vida expressará o amor de Cristo e, por tanto, a verdadeira felicidade, na maneira como nos relacionamos com as pessoas. Assim como expressamos amor pelo Senhor quando obede¬cemos aos Seus mandamentos, expressamos amor pe¬las pessoas quando as tratamos conforme Jesus nos ensinou.

O verdadeiro amor pensa primeiro no outro. Bem-aventurados aqueles que ouvem uma mensagem tão poderosa e a colocam em prática, deixando que o Espírito Santo os use para serem verdadeiros agentes de transformação num mundo que vive à procura da felicidade.

Deixe que o Senhor use sua vida para espalhar a verdadeira felicidade!

 

CarlosAlbertoBezerra02