coragemparamudarJUN17

Coragem para mudar

Não se deixe enganar pelo contentamento

Normalmente mudanças geram um desconforto no início. Mas sem elas não crescemos, não avançamos. Não gostamos muito delas, mas, em diversas oportunidades, são mais necessárias do que poderíamos pensar.

Box coragemparamudarMudar é parte existencial da vida. Querendo ou não todos nós mudamos. É um processo dinâmico e constante. Às vezes, ele é facilmente perceptível no nosso próprio corpo. Outras, na sabedoria que adquirimos ao longo das experiências que acumulamos nos anos de vida ou também nas decisões que tomamos no dia a dia.

Interagimos com pessoas, com o ambiente, com o mundo, com Deus, e isso promove mudanças em nós, então vamos passando por transformações. O apóstolo Paulo tinha a sensibilidade do Espírito Santo para tratar esse assunto e falar sobre o que acontece em nosso espírito e no relacionamento com Deus. No texto de 2 Coríntios 3.17-18, ele nos deixa três pensamentos sobre as mudanças:

1- Só é possível mudar de uma maneira saudável em ambientes amáveis

Paulo disse:

“Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade” (v. 17).

Em todo ambiente em que existam medo e coerção nós poderemos experimentar mudanças, mas elas não serão produtivas, serão doentias. Por isso, onde Deus está não existe medo (1 Jo. 4.18). Onde Deus habita há amor e liberdade!

Paulo está mostrando que é essa a diferença entre a religião e o Evangelho da graça. Uma produz medo, pode até fazer você andar mais ou menos corretamente, mas não produz mudanças no coração, no caráter. É como aplicar botox, disfarça, mas a ruga continua lá.

Já o outro é um ambiente de liberdade que nos permite discernir o que é bom, digno, louvável, solidário, gentil, e que produz vida. Paulo havia saído do peso da religião para o espírito da liberdade, da graça de Deus. E agora, ele está nos dizendo que essa deve ser a base de toda a nossa mudança.

2- Para as mudanças acontecerem precisamos de espelhos que sejam honestos

Na história da “Branca de Neve”, a bruxa chega diante do espelho e pergunta: “Espelho meu, espelho meu! Quem no reino é mais bela do que eu?”. E o espelho mente para ela. Ela é uma bruxa, mas, no espelho, se enxerga como uma bela donzela.

Paulo então diz:

“E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior” (v. 18).

É verdade que precisamos de espelhos para ver se somos, de fato, quem imaginamos ser. Mas Paulo nos ensina que nosso espelho é a Palavra de Deus. Nela somos transformados constantemente.

O problema é que nós estamos procurando respostas nos espelhos errados e, para piorar a situação, estamos satisfeitos com eles! Somos como aquela bruxa da “Branca de Neve” que fica pedindo para o espelho mentir. Estamos deixando passar algo muito importante: Toda mudança começa com revolta, e não com contentamento!

3- Nenhuma mudança rápida tem valor

Uma mudança verdadeira não pode ser repentina, brusca. Isso é fogo de palha. A transformação da qual Paulo fala no versículo 18 é um processo, ela ocorre aos poucos, de glória em glória.

Por isso é que nos reunimos nos cultos, nas células. Por isso que o caminho de Jesus é o do discipulado, é comer um saco de sal com o próximo. Leva tempo, renúncia, paciência, perseverança. Até que Cristo seja formado em nós, ate que seja a imagem dele a que apareça no espelho.

O evangelho não é uma decisão que se toma num apelo, mas é um compromisso de vida, é um compromisso de mudança que vai levar a vida inteira, e produzir frutos eternos. Deus trabalha nossas vidas até nos transformar em pedras preciosas.

“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Fl. 1.6).

 

RonaldoBezerra