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Boas emoções, bons relacionamentos

Como pensar e agir certo com a ajuda do Espírito Santo

Deus nos criou com um coração que tem desejos (Sl. 37.5). Nós temos sentimentos que são expressos pelas emoções. Elas dão cor à vida, são uma forma de responder ao ambiente preparando-nos para uma ação.

Segundo a Bíblia perder o equilíbrio emocional não é saudável. Ficar desgostoso e amargurado é loucura, é a falta de juízo que leva à morte (Jó 5.2). A ciência também explica isso. Segundo especialistas, as emoções negativas provocam a exacerbação do Sistema Nervoso Simpático, promovendo automaticamente no organismo reações que preparam o corpo para lutar ou fugir – nos deixam em constante estado de alerta. Com isso, há um aumento do hormônio do estresse. Em Box boasemocoesexcesso, ele causa complicações, como aumento do risco de diabetes, hipertensão, distúrbios do sono e depressão.

Lidar com as emoções humanas - as próprias e as dos outros - é muito difícil. Fora de controle, elas não só podem nos ferir, mas também podem ferir nossos relacionamentos e as pessoas com quem convivemos. Precisamos ficar atentos para conseguir identificar alguns sinais que indicam se estamos atravessando um período de desgaste:

Exaustão emocional: é a perda de energia e motivação. Gera a sensação de estar “cansado o tempo todo”, tira a vontade de partilhar momentos ou situações com determinadas pessoas;

Despersonalização: é não conseguir enxergar o outro como seu semelhante, como se a misericórdia tivesse esgotado;

Falta de produtividade: é perder frequentemente a concentração, sentir o peso de ter que fazer alguma coisa para que o convívio seja agradável;

Sentimento de opressão: é sentir-se desalentado, com medo, acuado, pressionado;

Arrogância: é ter a sensação de que é muito melhor fazer as coisas sozinho, na própria força;

Isolamento: é o último sinal e o mais letal. Trata-se do afastamento total das pessoas. Pode gerar uma depressão profunda e é uma estrada para o pecado – adultério, cobiça, ganância, desejo de poder, etc.

O Evangelho está repleto de exemplos de pessoas que, não sabendo lidar com suas emoções, provocaram problemas para si e para os outros. Por conta da ira de Saulo, que “respirava ameaças de morte contra os cristãos” (At. 9.1), muitos foram mortos. Maria se deixou dominar pela tristeza após a morte de Cristo, e foi incapaz de reconhecê-lo ao seu lado (Jo. 20.13-14). Transbordando medo, Pedro negou a Jesus (Lc. 22.54-62). Mas, ao mesmo tempo, as Escrituras nos mostram como Jesus tratava Suas emoções:

1. Ele não as reprimia, mas tinha discernimento para focá-las.

Jesus manifestou ira quando viu o templo dedicado a Deus tornando-se um mercado (Lc. 19.43), mas Sua ira foi contra a injustiça e não contra os injustos. Ele também manifestou tristeza no Getsêmani (Mt. 26.38), mas isso não O paralisou, moveu-o em direção ao Pai em oração.

2. Ele não agia dominado pela emoção.

A emoção não pode ser vencida por outra emoção ou pela razão, mas pelo espírito (Mt. 26.41). Jesus entendia que a única forma de vencer as emoções era por meio de uma vida de oração e comunhão com Deus. Devemos permitir que Ele seja o Senhor de nossas emoções. Quando agimos sob a força delas, esse será, com certeza, o pior momento para conversar com nosso cônjuge, aplicar a disciplina aos filhos ou aconselhar um amigo. Palavras impensadas e atos descontrolados poderão criar uma mácula muito difícil de reparar. A maior parte das nossas decisões pode esperar até que estejamos mais tranquilos.

3. Ele reconhecia que as emoções eram Suas.

Quando Jesus questionou “até quando vos sofrerei?” (Mt. 17.17), Ele demonstrou que o comportamento incrédulo daqueles homens O incomodava. Mas isso não O impediu de realizar um milagre diante deles. As afirmações “estou assim por sua causa”, “você é isto ou aquilo”, demonstram a tendência geral em deslocarmos nossas emoções na direção dos outros. Não é por causa do outro, mas por causa de suas próprias expectativas frustradas ou satisfeitas que você sente o que sente.

Jesus estava em contato com suas emoções mais profundas, mas elas o conduziam à compaixão, ao serviço, à aplicação dos mandamentos recíprocos, ao amor ao próximo. Porque, em todo tempo, Ele as colocava sob o poder da Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo. Todos os sentimentos podem ser transformados pelo poder do Espírito Santo para abençoar as pessoas.

Todos nós temos algum tipo de ferida emocional. Estamos sujeitos a ficar desencorajados, deprimidos e desesperados. Experimentamos cansaço, fracassos, frustrações e medos. Mas Deus deseja eliminar tudo isso da nossa vida. Ele quer restaurar nossa alma (Sl. 23.3). E o melhor mestre que podemos ter para aprender a lidar com nossas emoções é Jesus. Ele nos deixou o consolador, o Espírito Santo, para estar nessa caminhada junto conosco até a consumação dos séculos. E quando submetemos nossas emoções ao poder de Deus, à ação revolucionária da nossa inclusão na morte e na ressurreição de Jesus e ao toque do Espírito Santo, todas elas são transformadas.

CarlosAlbertoBezerra02