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Alcançando o próximo

O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê

Nos nossos dias, somos espectadores de um mundo de horrores. Estamos assistindo a um espetáculo triste, deprimente, onde a violência prevalece, onde políticos são eleitos com propostas de rejeição, de violência, de construções de muros, de separação. Chegam ao poder impondo agressões à liberdade das pessoas, trazendo mais rejeição e corrupção ao mundo. Este é um dos sinais da volta de Cristo:

“Quando disserem: "Paz e segurança", então, de repente, a destruição virá sobre eles, como dores à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão” (1 Ts. 5.3).Box alcancandooproximo

Na Comunidade da Graça, este é um ano de multiplicação, de crescimento, de evangelismo, de alcançar o próximo. Mas, por que queremos alcançar o maior número de pessoas? Por que desejamos que toda a população das nossas cidades, do nosso país e do mundo conheça as verdades sobre a vida, morte e ressurreição de Jesus? Porque não existe outro meio dos homens serem alcançados pela graça de Deus a não ser pelo anúncio das boas novas do Evangelho. O Evangelho que fala de uma nova vida, de uma redenção completa, de uma transformação plena. Que fala de um novo homem, de uma nova criatura, da esperança da vida eterna, das vitórias e das conquistas aqui na terra e a colheita para a vida que Deus nos tem reservado na pessoa do Seu filho.

Por que queremos anunciar o Evangelho? Porque o ele é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm. 1.16). Ninguém poderá ser salvo do inferno, de viver uma eternidade separado de Deus, se não for através do Evangelho de Jesus. Não existe outra forma. Não há outra filosofia dada entre os homens com a qual possamos agradar a Deus, cumprir o Seu propósito e alcançar a vida eterna. A única maneira é quando conhecemos e entregamos nossas vidas a Jesus, e provamos dessa graça transformadora que faz de nós novas criaturas, com um novo coração, um novo caráter, uma nova mentalidade.

Não me refiro aqui à religião. Ela não transforma as pessoas. Ela deforma as pessoas, porque acabam estereotipadas. Cria-se nelas a ideia de que os dogmas, doutrinas particulares ou ensinos são os instrumentos capazes de colocar o homem diante de Deus e transformar sua vida.

Veja que o mundo está lotado de religiões das mais diversas. Tem muito mais oferta do que demanda. E qual é o resultado disso tudo? Um homem cada vez mais violento, desonesto e um mundo cada vez mais opressor.

As estatísticas mostram o crescimento constante do número de cristãos no nosso país. Mas que cristianismo é esse em que a corrupção está no meio da própria igreja, que oferece um mau testemunho, que não transforma a vida das pessoas nem muda suas mentes? Não são somente os grandes bancários, empreiteiros e demais que são corruptos, há corrupção na fila do banco – quando um tenta atropelar o outro, no trânsito, na declaração do imposto de renda, na emissão da nota fiscal. Estamos perdidos quando achamos que essas são coisas pequenas, simples demais, e que não devemos nos preocupar com esses detalhes.

Onde está o cristianismo brasileiro? Onde está sua influência em nossa nação ou entre as nações? É muito fácil nos posicionarmos publicamente como cristãos e defendermos coisas fúteis, mas onde está a expressividade desse grupo tão heterogêneo que declara uma identidade específica? Não existe. Porque para as pessoas o cristianismo é apenas uma desculpa para conciliar a consciência com os seus pecados, misérias, mazelas do dia a dia. Muitos acham que agindo errado e confessando 10, 20 ou 30 vezes, ou fazendo uma romaria, ou tomando banho de tal forma ou qualquer outra coisa do tipo, tudo está perdoado. E assim continuam mentindo, corrompendo, enganando.

Em Efésios 1.1-14, o apóstolo Paulo mostra que Deus tem um plano maravilhoso para a humanidade: unir a todos os homens em Cristo através da igreja. Ele não se referia à instituição, mas às pessoas. Então o propósito e o projeto que temos para esse ano é mostrar a importância de conhecer a graça de Deus para que os homens sejam unidos a Jesus. Não estamos falando de mudança de religião. Estamos falando de experimentar uma nova vida, uma nova natureza, um novo caráter, uma nova mente, um novo coração.

Deus nos capacita para nos tornarmos cooperadores desse projeto que visa harmonizar a família, o relacionamento com os funcionários, a vida pública, a sociedade. Os cristãos estão onde há violência, corrupção e desordem para serem os promotores do amor de Deus, os agentes de verdadeira mudança. Pois eles foram alcançados por esse amor e aquilo que de graça receberam agora querem, de graça, oferecer também (Mt. 10.8).

O Senhor nos chama para nos tornarmos participantes do Seu propósito. Por isso os convoco este ano, vamos juntos levar as boas notícias àqueles que estão se perdendo, àqueles que estão vivendo uma vida miserável de escravidão e pecado. Vamos oferecer a eles esperança, cumprindo assim com o que Deus confiou a mim e a você: a responsabilidade e o privilégio de pregar o Evangelho a toda criatura, ensinando as pessoas a obedecerem o que Jesus nos ordenou e fazendo delas verdadeiros discípulos de Cristo (Mt. 28.19-20).

 

CarlosAlbertoBezerra02