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Um grito de liberdade

O ministério de Capelania Prisional batiza 19 detentos do CDP Belém

“Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles”, é a ordem inscrita na primeira parte do versículo 3 de Hebreus 13. E, na mesma Box gritodeliberdadedireção, o próprio Cristo, ao falar sobre o fim dos tempos, disse que os Seus, ao se depararem com um pequenino irmão preso, vão vê-lo (Mateus 25.31-46).

Segundo pesquisa do Conselho Nacional de Justiça, somos o quarto país no mundo com a maior população encarcerada - mais de 600 mil presos. Diversos estudos acadêmicos comprovam a importância da assistência espiritual cristã no ambiente prisional. Elas indicam também que o índice de reincidência entre os detentos que voltam à sociedade é de 70% a 85%, sendo muito menor entre aqueles que foram cuidados pelo trabalho desenvolvido pelos capelães, 10%.

Um presídio é um dos lugares mais terríveis para se estar. Trata-se de um ambiente superlotado – em algumas celas há 30 ou 40 presos num local que deveria abrigar apenas oito –, úmido e fétido, repleto dos mais variados tipos de violências e crueldades. Boa parte dos detentos não recebe visitas de parentes, seja porque estão num local muito longe de casa ou porque suas famílias não mais querem ter qualquer contato.

Ao longo dos anos, o trabalho desenvolvido pelo pastor Celso Barnabé, da Comunidade da Graça Sede, e sua equipe, tem rendido diversos frutos. Desafiados pelo pastor Carlos Alberto Bezerra, eles têm visitado Centros de Detenção Provisória femininos e masculinos, e alcançado muitas vidas com a mensagem do Evangelho de Jesus.

Recentemente, Barnabé convidou os também pastores, Osmar Misael Dias e Agnaldo Fernandes – da CG Ermelino Matarazzo – para participar de um batismo dentro do CDP Belém. Ali, no raio 5, 19 detentos declararam publicamente que Jesus é o Senhor das suas vidas e desceram as águas num batistério improvisado com uma pequena piscina de plástico, e colocado no meio do pátio. “Entrar na água, que representa a Palavra de Deus, é declarar que cremos naquele que nos chamou para a vida! O batismo nas águas é reconhecido nos céus, é um testemunho nos céus”, disse o pastor Nadinho.

Ali, onde há trevas, brilhou a luz forte de Jesus. Literalmente, onde abunda o pecado, superabundou a graça. Emocionado, o pastor Barnabé ressaltou: “Este é um lugar rejeitado pela sociedade. Mas eu vejo que o Senhor tem feito destes homens novas criaturas. Os louvores cantados aqui chegam a Ele como aroma suave porque são sinceros, de coração. Ele realmente faz novas todas as coisas.”

O trabalho no presídio aposta na transformação dos indivíduos pela conversão, na autoestima através dos discursos do amor e da libertação e no sentido de pertencimento a uma comunidade. Assim, ele gera frutos que glorificam a Deus e que dão um grito de liberdade no meio à escuridão.