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Juca

No começo de 2013, Juca começou a se sentir mal. Tinha dores abdominais, sentia muito cansaço e falta de ar. Acabou procurando um médico e fazendo vários exames. Descobriu um derrame pleural, água nos pulmões. Foi mandado para fazer uma tomografia. Um pulmão já havia sido tomado por inteiro, e o outro pela metade.

Naquele mesmo dia, Juca foi internado. Segundo a médica, as notícias não eram as melhores, ele estava com um linfoma. Quando perguntou o que aquilo queria dizer, recebeu a temida resposta: câncer. “Naquela hora foi como se abrisse um buraco no chão”, lembra. Por conta da grande quantidade de água em seu pulmão, precisou de um dreno, por onde saiam 2,5 litros de líquido por dia. Começou, então, as sessões de quimioterapia.

Enquanto estava no hospital, Juca recebeu uma visita diferente. Começou a ouvir a voz de Deus claramente. Era audível. “Ouvi uma voz como ouço a de qualquer pessoa, tomei um susto tremendo”. Juca começou a clamar por misericórdia, a declarar a Palavra. E então, uma situação veio à luz em seu coração: alguns anos atrás, por conta de uma situação que havia acontecido, ele deixou que uma raiz de amargura tomasse conta do seu coração. Ele quis, inclusive, acabar com a vida da pessoa que o havia ofendido. No final da conversa, Deus perguntou: “E, então? Você é capaz de perdoar essa pessoa?”

A partir desse dia, Juca lutou consigo mesmo. Não parecia justo perdoar alguém que havia feito tão mal à sua família. Foram dias orando, chorando e clamando. Até que, finalmente, ele decidiu rasgar a sentença que tinha contra aquela pessoa em seu coração. E, desde então, a quimioterapia começou a fazer efeito.Box jucaNOV17

Juca saiu do hospital e passou o restante do tratamento em casa. Foram mais sete meses de quimioterapia. Acabaram as sessões e novos exames foram realizados. Os médicos não encontravam mais nada em seu organismo. Juca estava curado. Com essa boa notícia veio outra: ele e sua esposa passaram a receber um GCEM em sua casa, se tornaram anfitriões. Ganharam novos amigos e viviam uma vida em família.

Um mês depois, com o acompanhamento médico, as coisas já não se mostravam tão bem. O câncer havia voltado e, dessa vez, ainda pior. As células se encontravam debaixo da sua língua, na nuca, no tórax, no abdômen e na virilha. A médica queria começar o tratamento todo de novo. Orando com seus amigos da célula, Juca sentiu que era hora de procurar outro especialista. Foi quando conheceu o doutor José Ulysses Amigo Filho. “Me lembro de que quando entrei no consultório daquele médico, o meu coração pulou”, conta. Fez questão de dizer ao médico que ele era resposta de oração.

O doutor José disse que tinha um tratamento diferente para Juca, um transplante de medula. Ele foi internado mais uma vez e começou outras sessões de quimioterapia. Depois de seis dias, foi feita uma coleta da sua própria medula, para ser tratada e depois transplantada de volta. Os médicos explicaram que, quando faziam esse processo, o máximo que conseguiam de células saudáveis eram 10. Juca tinha 132. Eram suficientes não só para ele, como para doar para outras pessoas.

Com as células tratadas, ele voltou para fazer o transplante. Depois de 10 dias, Juca recebeu outra visita especial, toda a equipe médica e de enfermeiros entrou em seu quarto com um bolo, cantando “Parabéns a você”. Naquele dia, sua medula havia voltado a funcionar. Juca tinha nascido de novo.

Desde então, ele nunca mais teve dores ou nenhum problema relacionado ao linfoma. Ele se lembra de que tudo aconteceu para que se livrasse daquela raiz de amargura que estava em seu coração, precisava liberar perdão, liberar aquela pessoa que prendia já há tantos anos.

Em todo esse processo, a transformação não aconteceu só em Juca. Sua família também teve encontros profundos com Deus. Seu casamento, que passava por dias difíceis, foi completamente restaurado, e seu filho se entregou a Jesus. Ele também começou a usar a sua história para testemunhar às pessoas e ajudá-las a se livrarem de toda a amargura e falta de perdão que há em seu coração.

Juca se emociona ao contar a sua história, mas nada supera o seu sorriso alegre e seus olhos esperançosos. “A vida é do jeito que Ele quer, não do jeito que nós queremos viver. Não somos donos de nada. E Ele me presenteou novamente com o perdão”.