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Proteção à mulher

FCG mantém casa para pessoas que sofreram violência doméstica

No começo deste ano, a Rússia surpreendeu o mundo todo ao descriminalizar a violência doméstica. A Câmara Baixa (Duma) do Parlamento aprovou, com 380 votos a favor e apenas três contrários, o projeto de lei que determina que, caso a agressão não causar danos à saúde da vítima – a ponto de ela ter de ser levada ao hospital – e não se repetir por 12 meses, não há crime.

A medida passou pela Câmara Alta do Parlamento e foi sancionada por Vladimir Putín. Quando questionado sobre o assunto, o presidente disse ao jornal britânico The Guardian que a “interferência do Estado na família é inadmissível.” De acordo com a ANNA, associação russa que apoia vítimas de violência, cerca de 7.500 mulheres morreram nas mãos de seus parceiros em 2015.

Jesus foi o homem que mais valorizou a mulher. Na época em que viveu, ter nascido do sexo feminino era considerado uma maldição. As Box protecaoamulhermulheres não podiam sair sozinhas, sua palavra não era considerada de confiança e não deveriam falar em público. Mesmo assim, o Mestre foi até elas, mesmo as consideradas “impuras”, como a mulher do fluxo de sangue, a adúltera a ponto de ser apedrejada e a samaritana. Afirmar a importância e a identidade da mulher fazia parte da Sua caminhada.

A Fundação Comunidade da Graça quer ser os pés e as mãos de Jesus nesta terra, por isso trabalha para que a segurança da mulher seja garantida e para que cada uma saiba do seu valor e tenha a oportunidade de ter uma vida plena e feliz.

Em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo (SMADS), nasceu o Serviço de Acolhimento Especial para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica. O projeto, que já completou oito anos, mantém uma casa com endereço sigiloso, que acolhe aquelas que sofreram algum tipo de agressão dentro da própria casa. O local tem capacidade para atender 20 pessoas, que podem estar acompanhadas de seus filhos menores de idade.

“Além de garantir a segurança física e psicológica da mulher, o abrigo desenvolve atividades socioeducativas e trabalha para fortalecer os laços familiares, começando a esboçar um novo projeto de vida sem violência”, explica a gerente da casa, Rosemary Bonifácio. Ela ainda comenta que o atendimento humanizado ajuda a trazer de volta o senso de valor de cada vítima e as ajuda a resgatar a sua identidade.

A ideia é ajudar aquelas mulheres a superarem o ocorrido, romperem o vínculo com o agressor – que poder ser o marido, pai, irmão – e a prevenirem reincidências. Por isso, há o atendimento pós-traumático, que possibilita restabelecer cada mulher na sociedade com sua autoestima e autonomia fortalecidas.

Para Rosemary, o trabalho é desafiador e quebra muitos paradigmas e preconceitos: “Lidar com essas situações nos leva a uma nova leitura da violência contra a mulher, nos faz trabalhar todos os dias a empatia e o respeito às características pessoais de cada convivente. Nossa missão é contribuir para a transformação social e possibilitar que essas mulheres e crianças que, por esse período, estão no abrigo, possam se tornar cidadãos plenos.”

A Fundação Comunidade da Graça aceita doações das mais diversas para manter seus projetos. Se você gostaria de saber como ajudar no Serviço de Acolhimento Especial para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica ou quer conhecer outros programas da FCG, acesse www.fcg.org.br . Doe seus recursos, tempo e a sua vida para servir a quem mais precisa.

 

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